domingo, 5 de abril de 2009

Cantos de uma paisagem antiga (IX)




Campo de azedas

O Inverno já se vai
Deixando a terra semeada de desejos
O ar acaricia o rosto da planície
Num sopro de beijos.
Nascem azedas em campos dourados
Sinais de vida imprecisa
Abertas corolas, cetins abandonados
Ao breve toque da brisa.

Diz-me agora que sou terra
Campo de azedas que hoje nasceu
Fêmea deitada ao sol da paisagem
Corpo de aromas lançados na aragem
Odor de vida que por ti se liberta
Urgência de amar que o desejo teu
Ao longe desperta.

2 comentários:

heretico disse...

doces azedas...

muito belo.

beijos

innername disse...

azedas? são flores? arbustos ou simbolismo?
Adoro essa descrição do campo entregue á brisa...o meu aqui ao lado est´assim, na parte dos não cultivados...selvagens, entregues ao tempo que o tempo escolhe de chover sem lavar e de fazer sol sem aquecer como dizes bem, no poema apontamento da páscoa. ...hoje é dia de dança...vou ver Carmen, beber cafe. Bj