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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sodade

quinta-feira, 23 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Cantos de uma paisagem antiga (IX)




Campo de azedas

O Inverno já se vai
Deixando a terra semeada de desejos
O ar acaricia o rosto da planície
Num sopro de beijos.
Nascem azedas em campos dourados
Sinais de vida imprecisa
Abertas corolas, cetins abandonados
Ao breve toque da brisa.

Diz-me agora que sou terra
Campo de azedas que hoje nasceu
Fêmea deitada ao sol da paisagem
Corpo de aromas lançados na aragem
Odor de vida que por ti se liberta
Urgência de amar que o desejo teu
Ao longe desperta.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Janis Joplin - Cry baby (live)



Apenas porque sim.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cantos de uma paisagem antiga (VII)



by Adam Orzechowski

A passagem do Inverno

Existe esta espera
da natureza que chora
grossas lágrimas de saudade.
Existe este estilete de gelo
que nos penetra na alma.
Recolhe ao casulo, amor
ao doce refúgio que teço
construo, aqueço.
Revive no fogo que acendo
em mim.
Traz contigo o calor do desejo
no meu sono depõe um beijo terno
deixa o frio viver fora de portas.
Dá-me a mão na passagem deste Inverno.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Infinito Particular



Intérprete: Marisa Monte

Já tenho saudades desta senhora...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Cantos de uma paisagem antiga (VI)



by Graça Loureiro

Na paisagem, de madrugada...

Entrei na paisagem pela madrugada
Corri nos caminhos saudosos de ti
Riachos gelados beijaram-me os pés
Deitei-me na terra sentindo o odor
Que a natureza me disse ser teu
Chamei-te em silêncio pelas veredas
Sonhei-te os passos lentos de outrora
Senti-te em mim nas horas de sempre
No sol das manhãs e na bruma da tarde
Soube que virás num dia nostálgico
Quando a terra disser que estás a chegar.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Cantos de uma paisagem antiga (V)



Foto by Izabel

Não te direi

Não te direi nunca:
lembras-te?
Nem te levarei pelos campos
a olhar o mar,
espelho de interrogações futuras.
Não olharei nos teus olhos
a minha imagem
mulher de qualquer idade.
Sou em ti um cristal
vibrando neste dia e nesta hora,
um corpo de líquidos desejos,
pedaço de alma que se entrega
em cada troca de beijos.
Direi: amor, amor
quando em meus braços te aperto
e ficarei (sempre)
gravada em teu olhar aberto.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Eu te amo



Piano: Tom Jobim
Cantam: Chico Buarque e Telma Costa

Como ele era novinho! Foi assim que o vi numa memorável Festa do Avante...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

New Year's Day




All is quiet on New Year's Day.
A world in white gets underway.
I want to be with you, be with you night and day.
Nothing changes on New Year's Day.
On New Year's Day.

I... will be with you again.
I... will be with you again.

Under a blood-red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspaper says, says
Say it's true, it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one.

I... I will begin again
I... I will begin again.

Oh, oh. Oh, oh. Oh, oh.
Oh, maybe the time is right.
Oh, maybe tonight.
I will be with you again.
I will be with you again.

And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day
On New Year's Day
On New Year's Day


U2


Feliz 2009!

domingo, 7 de dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

Cantos de uma paisagem antiga (IV)



by Claudio Naboni

Ciclo (e)terno

Escuta o rio
e o canto
do pássaro
no frio.
Breve será
o sono da terra
e a folha
na margem
renascerá
na pele da flor
que abre ao sol
doce de Inverno.
Assim a vida
um ciclo (e)terno.
Assim o amor.

sábado, 8 de novembro de 2008

Cantos de uma paisagem antiga (III)



by Cihan Altun

Chove sobre a paisagem

Chove sobre a paisagem
é Outono outra vez.
Não sentes o arrepio que passa
na crista do vento?
É tempo de procurar abrigo
enquanto o sol ainda brilha
e as tardes trazem consigo
o manto de ouro das árvores.
Em breve será o tempo
de velar o sono da terra.
Guardamos no corpo a semente
dos dias azuis doutra era
e nos olhos que se enlaçam
será sempre Primavera.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

The Pianist

Para quem não viu ou para quem quer rever. Com atenta intensidade.

sábado, 1 de novembro de 2008

Cantos de uma paisagem antiga (II)



by Bognár Tamás

Sabor

Sabes a…
rebuçado de limão
açúcar em caramelo
ou chocolate de menta?
Ou será…
sabor de água do mar
e um toque de pimenta
com claras em castelo?
Não sei…
definir no teu sabor
tudo o que me enlouquece.
Talvez saibas a amor
a pele que a minha merece.
Ou será teu paladar
o gosto que saboreio
o início que amanhece
este desejo sem freio?

domingo, 26 de outubro de 2008

Cantos de uma paisagem antiga (I)





Só a luz dos teus olhos...

Já não sei se chove
Ou se o sol espreita
Só a luz de teus olhos
Me guia e me move
Teu corpo me envolve
Lençol de ternura
Em que o meu se deita.
Já não sei se é dia
Ou noite cerrada
No trilho de ausência
Só espero a alegria
Manhã do teu rosto
Que em mim se reflecte
Só por ser amada.

Só a luz dos teus olhos
Ou noite cerrada.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Águas de Março

Para recordar. Porque também eu sou água de Março.

Intérpretes: Tom Jobim e Elis Regina

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Até o Fim

Intérpretes: Chico Buarque e Ney Matogrosso

domingo, 21 de outubro de 2007

Sozinho

Intérprete: Caetano Veloso

Conhecida demais? Mas linda, sobretudo na voz dele...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Em memória de Adriano





Canção com lágrimas

Poema: Manuel Alegre
Música: Adriano Correio de Olveira


Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas
Lisboa a tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...